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Região do Vale do Paraiba
Publicada em 08/03/19 às 13:08h
DIA DA MULHER: CONHEÇA HISTÓRIAS DE MULHERES COMUNS QUE DÃO VOZ ÀS LUTAS FEMININAS
G1 ouviu mulheres que fazem do seu dia a dia uma luta diária para dar voz a outras mulheres.

TV Portal News


 (Foto: Marina Sassi é diretora sindical — Foto: Carlos Santos/G1)

Por Portal News Web TV 08/03/2019 13h08  

Dia 8 de março foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) o Dia Internacional da Mulher. Para lembrar a data, o G1 ouviu mulheres que fazem do seu dia a dia uma luta diária para dar voz a outras mulheres.

Longe das vitrines do ativismo, elas são mulheres desconhecidas, mas que não se deixam ser invisíveis. Sindicalista, ex-modelo e empreendedora, rapper e transexual. Elas são mulheres comuns que fazem de sua caminhada uma luta contra o estereótipo.

Marina Sassi tem 30 anos. Os cabelos e olhos claros contrastam com o uniforme cinza de metalúrgico. Ela é eletricista montadora da linha de produção da Embraer, em São José dos Campos.

Em um setor majoritariamente masculino, ela enfrentou lutas diárias por respeito na sua posição e viu em sua trajetória uma oportunidade de abrir espaço para outras. Hoje, ela é diretora sindical e faz linha de frente nas negociações entre empregados e empresas.

“Os obstáculos para as mulheres são quase invisíveis. As empresas não estão atentas às demandas femininas e isso inibe que a gente ocupe esse espaço. Querem que sejamos mães como se não trabalhássemos e trabalhássemos como se não fôssemos mães”.

Ela reforça pautas como auxilio-creche, afastamento para mulheres vítimas de violência doméstica, licença-paternidade. E acredita que sua voz é um começo.

“Quando falamos de igualdade precisam entender que é igualdade de acesso, oportunidade e para isso precisam enxergar as particularidades. A mulher tem que ser parte efetiva no processo, não um anexo. Acho que quando estou lá falando com os empregados e elas me veem, se sentem representadas e que podem estar na fábrica. Somos figuras de apoio umas para as outras”.Ariadna Nascimento é de São José dos Campos e atua como rapper — Foto: Carlos Santos/G1

Ariadna nascimento tem 32 anos. É moradora da periferia de São José dos Campos e negra. Artista desde os 17 anos, ela decidiu ser voz de outras mulheres através do Rap.

O mundo da música foi quem abriu as portas para um ganha pão, mas também seu primeiro contato com o preconceito.

“Uma mulher que canta Rap? Como assim? Eu não entendia os boicotes porque é tudo velado. Mas não me calei, afinal até quando os homens iam contar nossas histórias? A arte é o reflexo da sociedade, que e machista. Eu decidi enfrentar”.

Ela começou em um grupo com homens, mas a necessidade de falar sobre a realidade feminina mudou o rumo.

“Somos muitas vezes personagens sensualizados, parte de um estereótipo da mulher como objeto. Eu canto para revelar a imagem da mulher real, protagonista, não coisa”.

Maria Auxiliadora Damasceno é mãe de vítima de feminicídio — Foto: Carlos Santos/G1

Maria Auxiliadora Ferreira Damascena, 51 anos, era uma manicure comum, mãe de dois filhos até ver o nome da filha nas manchetes dos jornais, depois de ser morta pelo namorado em uma festa de formatura em 2016 em São José dos Campos.

A morte da filha foi o primeiro contato com a violência de gênero e mudou o rumo da sua história. Mariana Angélica se formava em direito aos 22 anos quando foi assassinada a tiros.

No quintal de casa, onde recebe as clientes, ela tenta engajar outras mães e mulheres, fazendo da perda da filha uma forma de reverter outras possíveis tragédias.

“Eu era uma mulher comum até que isso aconteceu. Hoje eu sei o que é machismo e não consigo me conformar com casos de violência, qualquer indício é o ponto final”.

Ela conta que sempre acompanhou o relacionamento da filha e percebeu que a principal arma contra a violência de gênero é a rede de apoio.

“A gente pode até ouvir a pessoa, se preocupar, mas precisamos dar espaço sem preconceito para que ela se sinta à vontade para falar. A sociedade precisa ser rede de apoio para qualquer vítima. Ouvir e oferecer ajuda pode evitar tragédias”.Manoela Marinho tem 22 anos é estudante de arquitetura — Foto: Carlos Santos/G1

Manoela Marinho de Jesus conquistou o direito de ser chamada assim. Aos 22 anos esse é seu primeiro dia da mulher oficialmente como uma. Nasceu homem e derrubou o estereótipo da transexual da periferia que termina nas ruas.

Estudante de arquitetura e única trans na sala de aula, seu dia a dia é de vencer pequenas lutas.

“Tudo o que para todo mundo é normal, para nós é privilégio. As trans se revelavam apenas na noite. Condenadas por um estereótipo a uma vida marginalizada”.

Manoela descobriu a identidade na adolescência. Conta que não se encontrava e na falta de pessoas como ela nos espaços que frequentava, não sabia o que ela sentia viria a ser.

“Você não cresce com transexuais nos espaços públicos. Em locais de debate. A transexualidade está longe de ser uma novidade, mas a sociedade nos esconde”.

Apesar da pouca idade, as batalhas que enfrentou fizeram dela alguém à frente. “É difícil pensar que tem que lutar para ser você, mas saber que cada vitória não é só minha, mas também de quem vem depois de mim é um conforto. Somos mulheres com uma construção diferente e precisamos de respeito. Nesse dia, só quero que as pessoas olhem para mim e me respeitem. Se mulheres comuns são vítimas de machismo, imagine nós”.Maria Eugênia Villarta é empresária — Foto: Carlos Santos/G1

Maria Eugênia Villarta trocou as passarelas internacionais pelas reuniões de negócio. Depois de ser capa de revista e desfilar para grifes famosas, a taubateana quebrou estereótipos para movimentar sua empresa em um ramo diferente, o de elevadores.

Quando começou, há 15 anos, o diálogo sobre a causa ainda não era forte como hoje, e houve obstáculos. Se antes estava cercada de mulheres e distante de uma realidade de contrastes, o comando de uma linha de produção masculina exigiu persistência.

“Eles querem te fazer crer que você só pode uma coisa, mas pode tudo. Se eu tivesse ouvido o que me diziam, não estaria aqui”.

Hoje, a empresa que era familiar, tomou proporções nacionais e já girou milhões. À frente da empresa, ela conta que investe em mulheres e que a receita para que elas cheguem aos espaços é a mesma de 15 anos atrás: o respeito.

“Elas precisam entender que devem investir na profissão, na carreira porque é possível estar na diretoria, na gerência, na chefia. Eu sempre estímulo isso, para que sejam independentes. Esse primeiro passo é nosso, mas precisa vir embasado em uma sociedade que respeita quem nós somos, nossos direitos”.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS TAU BATÉ

Fonte: G1.com.br




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